
O diretor e ator Clint Eastwood é sem dúvida um dos maiores nomes da história do cinema. Por alguns, é considerado o mais importante cineasta vivo. Mesmo com 78 anos possui um vigor invejável e tem lançado ao menos dois filmes por ano sem perder a qualidade. No último ano foram “A troca”, com Angelina Jolie e “Gran Torino”, no qual também atua.
Além desses, é o homem por trás de grandes filmes como “Sobre meninos e lobos” e “Cartas de Iwo Jima”. Como ator, o destaque fica para o personagem Dirty Harry, muito polêmico na década de 1970 e os clássicos faroestes da década de 1960, principalmente do diretor italiano Sérgio Leone.
Com todos esses clássicos, com esse currículo, é possível escolher um único filme, aquele que deve ser considerado sua obra-prima irretocável? Para mim sim.
Esse filme é “Os Imperdoáveis”. A sinopse? Bill Munny (Clint Eastwood), um pistoleiro aposentado, volta à ativa quando lhe oferecem 1000 dólares para matar os homens que cortaram o rosto de uma prostituta. Neste serviço dois outros pistoleiros o acompanham e eles precisam se confrontar com um inglês (Richard Harris), que também deseja a recompensa e um xerife (Gene Hackman), que não deseja tumulto em sua cidade. Um de seus companheiros é seu velho amigo Ned Logan (Morgan Freeman). É brincadeira esse elenco? Só isso já valeria a pena.
Mas o filme é muito mais. Podemos dizer que é o fim do mito do cowboy heróico, uma verdadeira investigação sobre as misérias da vida humana. A cena final, com o pistoleiro Munny indo embora da cidade é simplesmente fantástica. O aviso que ele dá aos habitantes da cidade e a ameaça feita caso não o cumpram fariam a espinha de qualquer ser humano (vivo ou morto) gelar. Não foi por acaso que o filme levou quatro Oscars, e é, em minha opinião, o ponto máximo da carreira desse fantástico diretor e ator. Filme obrigatório para qualquer cinéfilo.












28.07.2009 às 22:09
“Quem é o dono dessa espelunca?”
“Eu sou o dono deste estabelecimento.”
Para o cara ao lado do dono do bar:
“Afaste-se, rapaz.”
Pow! (tiro de espingarda)
“Seu covarde! Atirou num homem desarmado!”
“Deveria ter se armado quando resolveu decorar o bar com meu amigo.”
Fala a verdade, esse diálogo é antológico. aliás todo o filme.