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Conan: Um ponto de vista

seg, 27 de julho de 2009

2 Comentários


Este fim de semana assiti ao filme “Os Desbravadores“. As críticas que tinha lido sobre o filme o classificavam como uma bomba, e infelizmente devo dizer, merecidamente. O filme parte de uma premissa interessante, um menino Viking é deixado na América 600 anos antes de Colombo chegar por aqui. Já adulto, ele vai defender os indígenas que o adotaram contra seu povo de origem.

O filme não é um lançamento, por isso não vou me alongar muito nos comentários sobre ele.  Se me interessei em assisti-lo foi porque o diretor Marcus Nispell foi escolhido para dirigir o novo filme de “Conan”, e como sou fã do personagem decidi ver o que poderia esperar da adaptação. Por Crom, coloquei minhas barbas de molho. É verdade que esse diretor conheceu um sucesso recente com a nova versão de “Sexta Feira 13″. As cenas de batalha de “Desbravadores” também não são ruins, e o diretor não deve economizar em membros multilados e cabeças cortadas. Então, do que estou reclamando? O problema é aquele que somente os muito fãs de Conan vão entender. Aqueles que já leram as estórias originais de Robert E. Howrad e que passaram muitas tardes de sua adolescência com uma revista em P&B do personagem nas mãos e ouvindo um bom Rock. Apenas esses sabem que Conan é mais do que sangue e batalhas. O personagem não é só um brigão musculoso e de cérebro atrofiado, como foi representado naquela medonha série de TV. O Conan imaginado por Howard e transposto para as HQs por Roy Thomas e por brilhantes desenhistas como John Buscema, talvez, eu disse talvez, nunca funcione em outras mídias. Mas já reparei que essa costuma ser a opinião de qualquer grande fã sobre seus personagens favoritos.

Os fãs de Harry Potter podem até ter gostado dos filmes, mas sempre dizem que os livros são melhores. Os fãs de “O Senhor dos Anéis”, apesar do sucesso da série, reclamam de que muita coisa se perdeu, e os fãs de cada personagem adaptado para as telonas a partir das HQs reclamam que a suas origens foram modificadas demais (para que aqueles que não conhecem as HQs entendam o filme). Não tenho nada contra as adaptações de HQs, sei que a de Conan vai acontecer, e como em 1982 teremos um bom filme de ação, que vai agradar muita gente. Mas os fãs vão sair pensando que aquele personagem não é o Conan. Mais justo seria dizer que foi inspirado em Conan, mas dificilmente todos os nuances psicológicos do cimério serão devidamente explorados. Teremos mais um “Bradock” da Era Hiboriana.

Na minha opinião, a melhor maneira de adaptar Conan para uma outra mídia, seria fazer o seguinte: Uma série de animações baseadas fielmente nos quadrinhos. De preferência, em P&B. Um primeiro filme mostraria sua origem nas colinas geladas da Ciméria. Um segundo, seu encontro com a pirata Bêlit. Um terceiro filme focaria Conan com cerca de 30 anos, talvez em uma aventura com os zuagires. Finalmente, um quarto filme o mostraria como o libertador da Aquilônia e como ele derrotou Numedides. O quinto filme deveria ser baseado em uma das melhores estórias do bárbaro, “A Hora do dragão”, publicada em Conan Rei 1 e 2. O bárbaro perde a coroa e tem que se aventurar até a perigosa Stígia para encontrar o amuleto que poderá derrotar o mago por trás do plano que tirou sua Coroa. Poderia ainda haver um sexto filme mostrando uma aventura do Rei Conan com seu filho Conn, mas o encerramneto da série deveria ser feito com base em “Conan das Ilhas”, quando o monarca já idoso e viúvo, abdica do trono e parte para uma última aventura no Oceano Ocidental.

Por que pensei que a adaptação deveria ser em animação? Primeiro, reduziria os custos, segundo, possibilitaria que tudo fosse feito mais rapidamente. Não precisaria ser lançado no cinema, poderia ser como uma série de televisão e ficaria mais simples manter as características principais dos personaegns. Sonja, Valéria e outros personagens clássicos poderiam aparecer.  Se fosse feito para televisão, poderiam dividir cada estória em dois episódios de uma hora cada, e teríamos então um total de catorze horas de Conan. Sei que isso não vai acontecer, mas sonhar é de graça.

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Artigo escrito por:

Celso, que já escreveu incríveis 69 artigos no Ploog.com.br.

Professor de Geografia para pagar as contas. Crítico amador de cinema, música, HQs e literatura.

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2 Comentários

  1. Rodrigo Bentivenha disse:



    Celso, sinceramente, um diretor que estas coisas no currículo não seria a melhor opção para uma adaptação de qualidade do Conan. Talvez nas mãos de um Guilhermo Del Toro eu pagaria para ver. quanto às adaptações de hp para o cinema, eu deixei de achar legal quando passou a ser feito em escala industrial. Puxa, Demolidor, Motoqueiro Fantasma, Elektra, Justiceiro, Quarteto Fantástcio são ruins de doer. quanto aos quadirnhos mais “autorais”, tipo Sin City e V de Vingança, estes sim foram resultados mais felizes.

    #1
  2. celso disse:



    Então Rodrigo… Concordo plenamente… Achei que tinha ficado claro no texto que não gostei do cara na direção. E concordo com o nome que você sugeriu. Um Guilhermo Del Toro seria uma ótima opção para uma adaptação decente do cimério. Sobre os citados quadrinhos autorais, gostei de 300.

    #2

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