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Avatar, o novo filme de James Camaron, foi sem dúvida um dos mais esperados do ano. Muitos crÃticos já o apontam como uma nova revolução no cinema, comparável ao advento do som ou da cor. Alguns já disseram que é o filme que vai salvar o cinema. Exagero? Fato? Bom, se pessoas que entendem tanto de cinema não conseguiram chegar a um acordo, com certeza eu não poderei responder. Mas posso dar minha opinião como um cinéfilo “normal”.
Em primeiro lugar, devo dizer que minha opinião já é prejudicada logo de saÃda, pois não tive a oportunidade de assistir ao filme em um cinema 3-D, e é fato conhecido de que esse é o principal diferencial técnico do filme.
Assim, me resta pensar como o filme funciona em 2-D, o que não é pouco. Afinal, um filme não pode se sustentar apenas pela sua parte técnica. Até porque em breve será lançado em DVD e Blue Ray e o 3-D (ainda) não é uma tecnologia doméstica.
Por um lado, a trama é bem convencional. O herói, que vai viver com um povo com o objetivo de conhecê-lo e facilitar uma invasão. Aos poucos ele conhece aquele povo, sua cultura, se apaixona pela filha do chefe e acaba lutando por este povo. Ainda, no começo ele é mal visto e depois acaba conquistando o coração de todos. Esse processo tem aqueles atos já clássicos. Primeiro ele é aceito com desconfiança, depois é aceito plenamente, descobrem algo sobre ele e há a rejeição, e finalmente a redenção. Alguns crÃticos enxergaram o filme como uma metáfora da invasão americana ao Iraque, e há certo sentido nisso. Afinal, os humanos chegam ao planeta Pandora e se interessam por um determinado metal. Os Na’vi, povo nativo do planeta, não vêem com bons olhos a chegada dos seres humanos.
Em meio ao clichê há uma mistura bem interessante de elementos e que até agora não me lembro de ter sido comentada. O processo de aceitação do estranho (no caso um ser humano) pelos Na’vi lembra bastante o que acontece em “Dança com Lobos” e seu protagonista, quando este vai viver entre os Sioux. Realmente pode parecer estranho, mas durante toda a exibição do filme, me lembrei de “Dança com Lobos”, embora sejam de gêneros totalmente diferentes. Mas os Na’vis em tudo lembram mesmo a imagem de certos povos indÃgenas, desde as armas até a religião e as vestes.
Por outro lado, se trata de um filme sobre uma invasão alienÃgena, mas dessa vez os seres humanos são os invasores e os alienÃgenas os invadidos, que são obrigados a se defenderem com uma tecnologia inferior e com a ajuda de uns poucos humanos.
Com certeza, vale a pena ser visto, mas em um cinema 3-D, tenho certeza de que será uma experiência muito mais interessante.












18.01.2010 às 21:16
Venho aqui para complementar o que o Celso disse. Com a bilheteria prestes a bater Titanic, o filme foi sem dúvida um sucesso. Como fã de efeitos especiais não tenho do que reclamar, além, claro, de não ter assistido em 3D também.
O filme em si é muito previsÃvel, qualquer um que tenha assistido meia dúzia de filmes de guerra já sabe o que vai acontecer, porém o destaque do filme não está na estória e sim no visual um tanto incomum, que agrada aos olhos, fazendo com que você quase não se importe com o que tá rolando em Pandora, contanto que veja um pterodáctilo gigante, vários cavalos azuis, ou uma árvore que brilha comandando o networking do planeta.
Fato é que ganhando o Globo de Ouro agora é só esperar pelo Oscar, que com certeza vai sair.
Pra encerrar, praqueles que, como eu, não acharam nem ruim nem extraordinário… vida longa aos Smurfs!
25.01.2010 às 15:59
Thiago. Estive em SP e tive a oportunidade de assistir o filme em 3D. Realmente é uma experiência diferenciada. A sensação de profundidade traz um elemento que eu nunca havia experimentado no cinema. Quem puder, veja em 3D.
29.01.2010 às 17:52
quero no meu orkut
15.02.2010 às 19:35
Outro ponto que achei muito interessante no filme, além é claro da paissagem, é a iguldade entre homens e mulheres, mostrada claramente dos dois lados de Pandora.
22.02.2010 às 18:10
Sim. É uma sociedade mais avançada do que a nossa em termos da igualdade entre homens e mulheres. Aliás, o fato da Divindade dos Na’vi ser uma Deusa, já é indicativo da importância da mulher nessa sociedade.