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Grandes batalhas do cinema

dom, 12 de julho de 2009

4 Comentários


Cinema pressupõe movimento. Então, talvez poucas coisas sejam tão cinematográficas quanto cenas de batalha. As grandes tomadas que mostram a movimentação de exércitos, os closes do choque entre homens (e algumas vezes máquinas). Esses e outros elementos, se bem trabalhados, podem nos brindar com momentos brilhantes e maravilhosas cenas de ação. Vamos a uma pequena seleção de filmes com grandes cenas de batalhas, que recomendo a todos:

Coração Valente: Superépico vencedor de cinco Oscars, inclusive melhor filme e diretor. Mel Gibson estrelou e dirigiu o filme e imprimiu nele pela primeira vez aquilo que se tornaria sua marca registrada em filmes posteriores. Violência crua, com direito a membros amputados, cabeças degoladas, muito sangue jorrando e uma angustiante cena de tortura. Porém, nunca essa violência assume um tom apelativo ou de mau gosto. Ao contrário, ela se encaixa perfeitamente com a narrativa do filme, e se o diretor fizesse concessões e tornasse as cenas mais brandas, o filme com certeza perderia muito de seu impacto. Afinal, estamos falando de uma guerra medieval, onde a noção de direitos humanos ainda não era nem de longe discutida. Ponto para Gibson.

Gladiador: O filme do diretor Ridley Scott (Blade Runner) e estrelado pelo astro Russel Crowe levou cinco Oscar, inclusive Melhor filme e ator. Grande parte do sucesso deve ser creditada as maravilhosas cenas de batalha, principalmente a abertura, que mostra a campanha Romana comandada pelo general Maximus (Crowe) na Germânia. Ao contrário do que faz Mel Gibson em “Coração Valente”, Scott usa um tom menos “cru” e faz uso de recursos como a câmeras lentas para realçar a loucura do combate. Mas fique tranqüilo. Apesar de mais estilizada, a violência dos combates está lá e é impressionante.

O Senhor dos Anéis. O Retorno do Rei: É verdade que todos os três filmes da série “O Senhor dos Anéis”, dirigidos por Peter Jackson, contam com ótimas cenas de batalha. Porém, o grande clímax está sem dúvida nesse terceiro episódio da saga, principalmente na batalha nos Campos de Pelennor. Aqui, ao contrário dos dois exemplos anteriores a violência é mais branda. Claro, o filme visou um público maior e a própria temática fantasiosa já diminui o terror de uma guerra. Mas nada que diminua o impacto, principalmente nas tomadas que mostram milhares de orcs confrontando os homens. Não por acaso o filme se tornou um imenso sucesso de bilheteria e levou 11 Oscars, incluindo filme e direção.

300: Baseado na HQ de sucesso de Frank Miller podemos dizer que o diretor Zach Snyder fez uma eficiente mistura de uma linguagem gráfica consagrada com Matrix para contar uma estória do estilo “espada e sandálias”. Os cenários são digitais, a violência é estilizada e impressionante. Os movimentos dos espartanos e a aparência dos inimigos são propositalmente irreais. O que vale é esquecer da verossimilhança e se divertir com o balé gráfico e violento orquestrado pelo diretor. Vale destacar também as boas atuações do elenco, especialmente do escocês Gerard Butler.

O Resgate do Soldado Ryan: Para fechar essa seleção, vamos deixar espadas, machados e escudos de lado e colocar metralhadores e bombas na jogada. Apesar de muitos grandes filmes de Guerra terem também grandes cenas de batalha, como “Platoon” de Oliver Stone e “Apocalipse Now” de Francis Ford Coppolla, nenhum deles consegue ter tanto impacto quanto aquela primeira meia-hora de “Resgate do Soldado Ryan”. O diretor Steven Spielberg parece fazer quase um documentário sobre o ataque aliado à Normandia. O diretor já havia mostrado em “A lista de Schindler” ser capaz de chocar a platéia usando a violência sem ser apelativo para contar uma história (nesses dois casos, não estória). Mas nesses primeiros 30 minutos o diretor abusou de seu talento. Praticamente não há diálogos, apenas a loucura da guerra, soldados gritando de dor enquanto tentam empurrar as tripas para dentro de seus corpos de novo, um homem com o braço arrancado procura o membro (como se com esperança de que o mesmo pudesse ser reimplantado em 1944), balas zunem o tempo todo e mesmo os oficiais não sabem o que fazer em meio a esse terror. Como diria Marlon Brando no já citado Apocalipse Now, “o horror, o horror”.

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Artigo escrito por:

Celso, que já escreveu incríveis 69 artigos no Ploog.com.br.

Professor de Geografia para pagar as contas. Crítico amador de cinema, música, HQs e literatura.

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4 Comentários

  1. JONE ANTUNES DE OLIVEIRA disse:



    Vocês poderiam me informar se existe algum documentário em DVD que comente as táticas de guerras usadas pelos romanos na época em que eles dominaram todo o mediterrâneo.
    Gostaria de assistir para entender como eles se tornaram tão poderosos na época.
    Obrigado

    #1
  2. celso disse:



    Jone. Desconheço tal documentário. Porém, sei que o canal History Chanel produziu um documentário a respeito de Roma, e acredito que ele possa dar pistas a respeito do assunto. Também existem livros sobre o assunto. Vou verificar com um amigo que é historiador se ele conhece alguns títulos.

    #2
  3. Giordano disse:



    Ótimos filmes!
    Parabéns pelo artigo!
    Concordo com tudo o que diz =]

    #3
  4. anne disse:



    adorei lindos amo eles

    #4

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