
Chega a ser curioso… Não penso em mim mesmo como um fã de ficção científica. Se me perguntam meu gênero favorito, tendo imediatamente a responder que são a aventura e épicos, como “Coração Valente”. Mas se me pedem para listar rapidamente alguns dos meus filmes favoritos, muitas ficções científicas aparecem na lista, sem que eu me de conta. Acredito que isso aconteça porque muitas vezes não penso em alguns desses filmes como ficções científicas. Este gênero na verdade pode ser divido em muitos sub gêneros ou estilos. Aqui deixo algumas indicações de grandes filmes da ficção científica, que dividi de acordo com sub gêneros.
Aventuras: Sem dúvida a melhor série de aventuras dentro do gênero ficção científica é a trilogia original de “Star Wars”. A série iniciada em 1977 mudou a forma de se fazer cinema e abriu caminho para outras grandes séries de aventura como “Indiana Jones”. Correria ininterrupta, cenas de batalhas, fugas espetaculares, como nos bons filmes de aventura, mas ao invés de navios, naves, ao invés de armas de fogo, armas laser, ao invés de duelos de espadas, duelos com sabres de luz. E muita diversão.
Invasão alienígena: Este é um sub gênero que teve seu ápice durante a Guerra Fria, com os alienígenas fazendo as vezes dos comunistas. Um dos grandes momentos desse estilo de ficção científica é “A Guerra dos Mundos”, de 1953. A refilmagem de Steven Spielberg e estrelada por Tom Cruise atualizou o tema. Outras boas pedidas são “Sinais”, onde Mel Gibson tenta proteger a família dos ETs invasores e até mesmo a patriotada “Independence Day” consegue ser divertida se você desligar o cérebro por duas horas e meia. Ah, vem aí a refilmagem de “V – A Batalha Final” para a televisão.
Animações: O ponto alto da mistura animação e ficção científica é sem dúvida “Wall-e”. Em minha opinião esta não só é a melhor animação de todos os tempos (ao menos de todas que já assisti) como também é um dos melhores momentos do cinema na década. Além disso, o filme consegue ser uma homenagem ao cinema mudo na sua meia hora inicial, aos musicais e passar uma mensagem extremamente comovente sobre nossa relação com o planeta e a sociedade de consumo acomodada na qual vivemos. De quebra, tem dois dos personagens mais carismáticos do cinema desde o ET de Spielberg, os robozinhos Wall-e e Eva. A Pixar se supera a cada ano como uma ilha de criatividade no mar de mesmice que se tornou o cinemão americano. Imperdível é pouco.
Policial: Tem como o gênero policial se misturar à ficção científica? Claro. Não só policial, mas o policial noir, com detetives que usam sobretudo, atmosfera esfumaçada, boates mal freqüentadas e tudo mais que temos direito. Esse filme é claro só pode ser o cult “Blade Runner – O caçador de Andróides”. O filme, dirigido por Ridley Scott é uma adaptação de um conto do escritor americano Philip K. Dick. Em 2019 o ser humano usa andróides muito mais ágeis e fortes que um homem comum para colonizar outros planetas. Porém estes andróides têm apenas quatro anos de vida e são ilegais na Terra. Um Blade Runner é um policial que tem a missão de “remover” qualquer andróide do planeta. Harrison Ford é um desses policiais e parte no encalço de quatro deles, que estão por aqui justamente porque querem… Mais tempo de vida. Indispensável para qualquer cinéfilo.
Terror: Um dos pontos alto tanto da ficção científica quanto do gênero terror é sem dúvida a série “Alien” iniciada em 1979. O primeiro filme, “Alien – o oitavo passageiro” é de Ridley Scott e conta, além da criatura, com o terror gerado pela própria nave Nostromo e sua atmosfera caustrofóbica. O segundo filme, “Aliens - o Resgate”, é de James Cameron e além do terror flerta com a ação, colocando uma equipe de militares não contra um, mas contra vários alienígenas. Muitos fãs torcem o nariz para “Alien 3”, o que considero uma injustiça. O brilhante diretor David Fincher já mostrava aí seu talento para criar filmes com um tom sombrio e mórbido, trazendo de volta o clima do filme de 1979. Alien 3 se passa em uma colônia penal espacial, e não faltaram interpretações pouco ortodoxas para o filme. Se você já chegou até aqui, não fará mal assistir o quarto filme da série, “Alien – a ressurreição”. Este sim, em minha opinião é um pouco inferior aos outros três, mas o talentoso diretor francês Jean Pierre Janeaut consegue manter o clima. E já que o terceiro retoma o clima do primeiro, o quarto parece se inspirar no segundo mostrando inclusive a aterrorizante “rainha alien” que fez sua primeira aparição no filme de Cameron.
Ação: James Cameron é mesmo um dos maiores nomes da ficção científica. Além do brilhante segundo filme da série “Alien” Cameron é o criador da série “Exterminador do Futuro”. No futuro, homens e máquinas estão em guerra. Um robô conhecido como Exterminador (vivido por Arnold Scharzenegger no seu auge) viaja do futuro para a década de 1980 para matar a mãe de Jonh Connor, líder da humanidade nessa Guerra. A resistência humana manda um protetor. Se segue um dos melhores filmes de “gato e rato” do cinema, com suspense e cenas de ação de tirar o fôlego. Dá para ser melhor? Dá. Em 1992 Cameron repete a dose, faz “Exterminador do Futuro 2”, revoluciona os efeitos especiais, ganha rios de dinheiro e quatro Oscars. O filme tem mais ação, mais suspense, mais cenas chocantes e Scharzenegger dessa vez como o herói do filme. Reprogramado, o Exterminador dessa vez protege o jovem John Connor de uma outra máquina muito mais letal e avançada, o T-1000.
Sérios/ Políticos/ Filosóficos: Há filmes de ficção científica que trazem questões mais profundas e até polêmicas. Perguntas clássicas como, de onde viemos, para onde vamos, há um objetivo para nossa existência? Há uma Força criadora por trás de tudo no Universo? Estamos sós? Como reagiríamos se, de repente, descobríssemos que há outros seres na galáxia, infinitamente mais avançados do ponto de vista tecnológico? Acredito que dentro desse tipo de filmes de ficção científica mais “cabeça” dois obrigatórios são “2001 – Uma odisséia no espaço”, de Stanley Kubrick e baseado na obra de Arthur C. Clark (um dos grandes nomes da literatura científica do século XX) e “Contato”, do diretor Robert Zemecks, e baseado no best seller do maior divulgador da Ciência de todos os tempos, o brilhante Carl Sagan. Neste último caso posso dizer que o livro é muito melhor, mas o filme vale principalmente pelo elenco, em especial Jodie Foster.












13.10.2009 às 13:53
Celso, Independence Day só é divertido se você moer seu cérebro num liquidificado… essa porcaria de filme dá nojo, dá ânsia de vômito. Nem se eu viver 200 anos eu não consigo ver uma coisa tão ruim… E como você escreve sobre FC e não inclui Matrix e Laranja Mecânica? Não teve jeito, dessa vez sou obrigado a postar pra dar bronca mesmo. Independence Day é uma bosta, quando você vai admitir isso?
19.10.2009 às 14:14
Há há há… Eu disse se desligar o cérebro Shimoo… Sobre Matrix, comi bola mesmo. Por outro lado, entendo bem menos da série do que vc e o Thiago e deixo para vcs. Finalmente, Laranja Mecânica… Nunca pensei nesse filme como ficção científica, sinceramente. Sei bem que faltaram muitas outra obras, 12 macacos, por exemplo. Independence Day, como outrs filmes, é do tipo… “Admito que gosto”, entendeu? Vai dizer que vc não gosta de nenhum filme bem ruim? E afinal, quando vc vai escrever sobre os Engenheiros do Haway? eu admito que gosto, pq vc não admite também?
05.11.2009 às 10:10
Eu até gosto de filmes trash, mas Independence Day é simplesmente intragável. A única coisa pior é Engenheiros do Havaí. Eu vou escrever sobre essa bosta sim, mas vai ser a minha confissão do assassinato dos integrantes.
08.11.2009 às 19:07
Ainda bem que a vítima não seei eu… E deia eu parar de te provocar, ou vc pode mudar de idéia.