
Hoje, 22 de maio é meu aniversário de 27 anos. Ou seja, nasci em 1981, ano de Caçadores da Arca Perdida, e esperei então 27 anos para ver Indiana Jones na telona. Ontem, na pré-estréia em Taubaté, recebi esse presentaço de aniversário… Mas fora toda a coincidência, o que posso dizer do filme, o mais esperado da minha vida?
Li duas críticas bem diferentes sobre o filme… Posso citar os sites? Na dúvida não, mas o fato é que umas delas foi bem negativa, e a outra elogiou bastante o filme, embora tenha ressaltado algumas falhas… Não é por ser fã que vou aliviar, muito pelo contrário, porém também não dá para apontar só os problemas e esquecer das virtudes, dizendo que tudo era maravilhoso na trilogia original e tudo está errado agora…
Posso dizer que a espera valeu, fomos presenteados com mais uma deliciosa aventura do arqueólogo, embora claro, sempre fique com a sensação de que poderia ser melhor…
O que poderia ser melhor? Primeiro, Sean Conery faz falta, em seu maravilhoso papel de pai de Indy, e ponto final. Segundo, o chamado ” MacGuffin”(objeto que move a trama), a tal caveira de cristal do título. George Lucas disse que era o melhor desde a Arca Perdida do primeiro filme, e declarou que não gostava nem das pedras sankara do segundo nem do Santo Graal do terceiro. Não posso concordar. O problema não é a origem fantasiosa ou os poderes de tal objeto, afinal isso é uma característica comum de todos… Porém, a Arca, as pedras Sankara e o Graal, todos têm algo em comum, uma origem terrestre. Não precisavam ter dado uma origem extraterrestre as tais caveiras, o que em minha opinião destoa um pouco das outras tramas. Segundo, os vilões… Em Templo da Perdição os vilões eram um culto sanguinário de hindus, o que inclusive gerou protestos da Índia na época. Porém, os incontestáveis vilões da série sempre serão os nazistas, retratados de uma maneira que beira o (deliciosamente) caricatural…. Eles não são só maus, eles são os piores… Claro, Indy está mais velho, a Segunda Guerra acabou e os nazistas já eram… Entram os soviéticos… Bom, acho que nem fica muito bem mesmo pintar os soviéticos como vilões, afinal na vida real eles foram os principais responsáveis pela derrota dos nazistas na guerra… Mas como eram eles os inimigos dos EUA na época em que se passa o filme, lá estão eles… E Spielberg decidiu que os soviéticos do filme realmente não seriam tão maus. Eles não demostram desprezo pelos rivais, nem mesmo ostentam sua bandeira vermelha. Claro, há as brigas, as discussões, os tiroteios, mas são quase rivais respeitosos. Eles não soam ameaçadores como os nazistas de Caçadores e de a última cruzada. Não são os “exércitos das trevas marchando sobre a Terra”, como Sean se refere aos nazistas no terceiro filme. É mais ou menos assim… Indiana já enfrentou um país inteiro dominado por um louco. Agora ele parece enfrentar um bando de soldados que não parece ter nada a ver com a URSS…. Outro problema, o fantástico ator John Hurt parece meio perdido, como um substituto emergencial para Sean Conery. Finalmente, o final me pareceu uma cópia do assustador final de Caçadores…

E o que funciona? O que faz valer a pena? O que faz com que Indiana Jones seja ainda o “nome” da aventura, muito a frente dos genéricos? Primeiro, o próprio Harrison Ford, ainda perfeito no papel. O herói de carne e osso, que bate, mas também apanha, que sente medo, que se machuca, caí e levanta, que se rasga todo e que nem sempre pode se dar ao luxo de lutar limpo. Segundo. As cenas de ação, que ainda funcionam tão bem quanto nos filmes anteriores, mostrando que Spielberg só tem um. Finalmente, o melhor, que é a história familiar do personagem. Conery não quis voltar, mas o professor Henry Jones está lá, lembrado de maneira simples e singela, juntamente com o saudoso personagem Marcus Brody (nesse caso, o ator que o interpretava, me desculpe não lembro o nome, já faleceu, três anos após a realização de a última Cruzada). Uma cena simples e bonita, mostrando a fase de amargura pela qual o envelhecido Jones está passando. E é exatamente aí, quando o reitor de sua Universidade o adverte que ele está na idade em que a vida começa a tirar e não dar, que acontece a grande reviravolta. De repente, jogado de novo em uma aventura, ele reencontra Maryon Ravenwood, seu grande amor ( a química entre Ford e Karen Allen aida está lá). E mais que isso, contrariando a frase do reitor, descobre que tem um filho com ela… Shia LaBeouf ficou com a honra de interpretar Mutt Willians, ou melhor, Henry Jones Terceiro. E em um final em que depois de 21 anos (no tempo dos filmes, não para nós) Maryon e Indy finalmente se acertam, fica bem clara qual é a idéia que Spielberg e Lucas têm para dar continuidade a série… Coisa de gênio, embora eu confesse sem modéstia já ter tido essa mesma idéia sobre a continuidade da série algumas vezes nesses anos de espera pelo filme. Enfim, grande presente para os fãs, principalmente para aqueles que como eu nunca tinham visto Indy na telona.
Compare Preços de: Games, PS2, PS3, Nintendo, Wii, iPod no Buscapé.
Compartilhe!